Somos a pátria formada por homens livres selados diante do Deus a quem servimos em favor de todos aqueles que ouvem e dão crédito no fruto de nosso trabalho, porquanto nossa vontade é agradar Aquele que zela por todos os homens. Nosso distante país, onde tivemos origem, possui territórios infindáveis cujas fronteiras se expandem à medida que o conhecimento de Deus é expresso em toda boa obra que praticamos.
Somos construtores de casas sustentadas por fundamentos sólidos como a Rocha. Escavamos, revolvemos e descobrimos o alicerce que sustenta toda a ciência, porquanto tudo que há foi criado a partir da vontade do Deus Único e Soberano, e ainda que em um primeiro olhar não se possa compreender, como sábios construtores.
Somos Casa de oração, pois em tudo procedemos diante de Deus e dos homens com ordem e zelo. Primeiramente, zelamos da palavra de Sabedoria confiada a nós, como mordomo fiel que admnistra os bens que lhe foram confiados em respeito ao que lhe confiou toda a sua casa, juntamente com seus bens. Ajamos, sempre, como despenseiros fiéis dos mistérios de Deus.
Somos desbravodores do desconhecidos, caçadores de tesouros, os quais figuram para nós como coroas de glória. Sabemos que a Glória de Deus está em encobrir as coisas, e que a glória dos reis está em descobri-las e esquadrinhá-las. Os pensamentos dos reis, assim como a intenção de seus corações são insodáveis, afinal, compartilham dos atributos eternos Daquele que tudo criou, anunciou e tem realizado.
Somos parte da Criação, estranhos ao mundo, pois que somos à imagem e semelhança da Glória de Deus manifestada de maneira estranha, mas magnífica e maravilhosa. Nosso nome é inscupido em cada obra que somos capazes de realizar, e esta mesma obra é o meio pelo qual Deus testifica a nosso respeito, declarando: "Tu és meu Filho, Eu hoje te gerei".
Somos reconhecidos em nossas obras, e nisso conhemos a Deus, pois por Ele fomos conhecidos de antemão e na medida que somos conhecidos também conhecemos. Nossa busca não reside em receber louvor humano, pois temos consciência de que nossas realizações ultrapassam nossa própria vontade, a fim de cuidar dos interesses Daquele que nos arregimentou para o justo combate.
Somos rejeitados e desprezados pelos homens, e não há em nós beleza alguma que possa agradá-los. Em verdade, o ser humano espera por muito e diante dele está aquilo que supera infinitamente suas expectativas, no entanto, pela incredulidade e dureza de coração, o muito veio a ser pouco, e a mesa do Senhor é tida por desprezível.
Somos os que vêem aqueles que não podem nos ver. Não nos ocultamos dos homens, antes, desejamos nos reunir com todos, a fim de trocar alguns dons. Desejamos ser aceitos, não para nosso próprio prazer, mas para o bem maior que almeijamos ao contemplar que andamos em acordo, mesmo que separados, fisicamente, pois a Salvação ocorre de Fé em Fé, não pela comunicação de palavras vãs, mas pela comunhão de sentimentos expressos por obras úteis aos irmãos.
Somos aquilo que Deus testifica a nosso respeito, e temos Nele um nome distinto daquele que recebemos pelo batismo realizado por mãos de homens. Porque ao sermos batizados nas águas, recebemos nome de homens que figura como a maneira que pensamos, falamos e agimos. Nosso primeiro corpo é corruptível, e nosso corpo expressar nosso ser vivente abrigado em nossa alma, nossa mente e se manifesta segundo nossa maneira de raciocinar e agir.
Somos, assim, a manifestação do segundo homem, pois compreendemos que morremos no primeiro batismo, e que ao sair das águas, nosso ânimo nos conduz a uma nova maneira de raciocinar, buscando a renovação de nossos pensamentos. Ora, isso só é possível quando sobre nós repousa o Espírito de Deus.
Somos a silenciosa voz que clama do deserto, não para que venham até nós e sejam batizados, mas para buscarmos o conhecimento de Deus em Espírito, por meio do qual somos conduzidos a esta separação. No deserto, sozinhos, clamamos e ninguém é capaz de nos ouvir, e assim, sem amparo humano, somos amparados por Deus.
Somos anátemas aos nossos próprios olhos, mas separados pela vontade de Deus, pois estando separados dos homens, depositamos toda a nossa confiança e toda a força de nosso ser naquele que é capaz de fazer brotar fontes de água pura em lugares áridos dos quais as pessoas fogem.
Somos a voz do inefável, a expressão da vontade de Deus que agiu, misericordiosamente para com homens que pecaram, blasfemaram e perseguiram a muitos com impeto implacável típico de uma besta. Aos nossos próprios olhos, somos indignos de proclamar a boa nova.
Somos, humanamente, objeto de desprezo, e nisso concordamos (como homens), porque a nós mesmos reprovamos segundo o olhar humano limitado que possuímos. Éramos cegos como quem é limitado a ver o que é vão, mas ignorar o que é bom e proveitoso. Hoje vemos, e por isso tapamos a boca ao falar em Nome do Senhor.
Somos ouvintes silenciosos, pois éramos surdos barulhentos, quando aprouve a Deus nos chamar para a santa vocação. Encontramos no silêncio de nossa voz a forma mais eficaz de apregoar as boas novas. Escrevemos em silêncio, para que em silêncio aqueles que estão surdos pela dureza do coração, possam ouvir a voz interior que entoa um cântico que somente quem o recebe pode aprender.
Somos servos de Deus a serviço dos homens. Em nada somos pesados, em nada exploramos aqueles para os quais fomos constituídos em serviço. A ninguém submetemos a jugo, pois nós mesmos não estamos sujeitos à lei humana, na qual há frieza, contradição e morte. Sabemos que é boa a Lei, quando utilizada com legitimidade.
Somos despenseiros de Deus que, ao seu tempo, atende àqueles que sentem fome e sede e reconhecem que seu desejo não pode ser atendido por aqueles que, tomando para si mesmos as chaves da ciência, não são capazes de conduzir o rebanho a pastos verdejantes e fontes de água pura e cristalina.
Não somos pastores, tampouco profetas. Não falamos em línguas estranhas nem somos possuidores do conhecimento supremo de Deus. Não ministramos a palavra nem edificamos em fundamentos alheios. Não somos médicos que em suas asas trazem a cura.
Cada homem seja conduzido pelo Espírito de Deus, tendo como guia sua própria Fé, e como combustível da alma a esperança, a fim de que alcance as fontes da vida. Cada homem reconheça que os profetas são a voz de Deus, e somente Ele pode nos revelar o sentido de suas palavras. Que cada homem, seguindo em direção à sua pátria celestial, a ninguém dê ouvidos enquanto caminha, pois as palavras de Deus são fonte de orientação que contraria o conselho humano.
Que cada homem reconheça que a única língua apta a nos fazer discernir e escolher o bem é compreendida no coração, ao ouvir a voz de Deus. Que cada homem ignore a obscuridade daqueles que falam contrariamente à voz interior. Que cada homem reconheço nos servos de Deus a ministração das palavras do Todo Poderoso, pois o que dá crédito a homens não é capaz de ver a realidade, pois observa as coisas como que pelo véu.
Que cada homem dê graças a Deus pela vida daqueles que trataram suas feridas e enfermidades, para que seu louvor seja recebido como ações de graças perante Deus, e assim, aquele que, servindo a Deus, lavou seus pés, receba de Deus o galardão merecido. Em verdade, Deus opera tudo em todos, e aquele que agradece, que ofereça ações de graças diante de Deus em favor daqueles por meio dos quais operou Deus.
Expressamos O Inefável, ainda que esse termo signifique algo que não pode ser descrito em palavras, nós falamos a respeito de tudo o que sabemos e que guarda em seu interior o indescritível, afinal, não descrevemos Aquele que é o autor de todaas as coisas, pois Deus se apresenta por meio de cada homem que, buscando agradá-lo, realiza as obras a ele confiadas.
Certamente, cremos naquilo que sabemos, e cremos em seu nome, admitindo que Ele se manifesta em tudo pois rege todas as ciências, e portanto, homens que fizeram, fazem e farão muito mais descobertas.
Somos o que com os olhos contemplamos e com o coração cremos. Seremos o que, diante do mundo confessarmos, pois é isso a sublime Salvação de Deus. Porventura deixamos de contemplar as coisas passadas? Não. Antes, não só contemplamos como trabalhamos noite e dia a fim de confirmá-las, reparando as brechas de seus muros e descobrindo seus fundamentos, para que aqueles que rejeitam as obras dos que trabalharam e morrem indignamente, sejam justificados.
Somos a manisfestação da esperança daqueles que morreram, miseravelmente, ignorados e rejeitados como loucos, e malfeitores. Homens incompreendidos pelo mundo, sepultados em valas comuns, e que após morrerem foram reconhecidos por aqueles que são filhos dos mesmos que cooperaram para suas mortes. Como ensinado, sabiamente, os pais mataram para que os filhos edificassem a sepultura.
Somos o povo do porvir, e nosso presente é resgatar a honra dos que foram impedidos da glória no passado, e constuindo em favor de nossos filhos, as gerações futuras. Os mortos sepultam os mortos, pois se a ciência verdadeira que coopera com a vida é para a própria vida, certamente não morre, senão quando penetra o coração de quem estando vivo, já está morto.
Somos inominados, indignos que achar descanso na boca de seres terrenos, cuja esperança permanece desde sempre morta. Deus nos guardará para que vivamos e não morramos, pois temos a certeza de que nossa obra é boa e agradável a Deus, pois é originada em seu pŕoprio ser, e que preservá-la de qualquer corrupção é guardá-la.
A todos os que passam, saudamos com a paz.
Deus é sobre tudo e sobre todos. Deus está em tudo e em todos. Deus opera tudo em todos. Seu nome dá nome a tudo o que o homem pode chamar. Reconheça a Deus em Todos os seus caminhos. Bem aventurado aquele que não condena a si mesmo nas coisas que aprova.
Galeria de Ideias
Um espaço onde a harmonia e a cooperação florescem.